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 Contos de Leo Elliot

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MamaSmeargle
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MensagemAssunto: Contos de Leo Elliot   Sex Jan 20, 2017 8:21 pm

Esse foi um projeto piloto lançado na casa, onde o personagem Léo iria conhecer várias regiões diferentes dos membros. Esse conto se passa no deserto de minha região, Mystale
NAS AREIAS DE MYSTALE




- Chegamos! – Leo olhou pela janela aberta. O calor do sol aqueceu seu rosto, e o brilho dele encantava ainda mais o lugar. Alguns carros circulavam por ali, indo em direção a grande pirâmide de pedra; outros seguiam para o sitio de escavação. Conversas calmas e risadas de crianças enchiam o ar.
- Olha Smeargle, que lindo quadro! – Leo pegava sua mochila no banco de trás do pequeno carro, enquanto Smeargle pisava alegremente na área, deixando suas pegadas. – Obrigado pela carona professor.
- Foi um prazer rapaz! Tem certeza que ficará bem sozinho?
- Claro, e o senhor precisa voltar para suas pesquisas. Smeargle e eu ficaremos bem.
- Bom, até mais garoto! Cuide-se Smeargle!
O Professor Blue se dirigiu para o centro de pesquisa, e Leo caminhou com os outros visitantes do Deserto Dourado. O lugar estava cheio de crianças, que vinham para cá e para lá com seus Pokémon. Leo e Smeargle não tardaram em tirar seus cadernos de desenhos e começar a desenhar, seguindo um dos grupos de turistas.
“ A pirâmide de Mystale tem a data de construção bem antiga. Os mitos nos contam que os locais construíram para proteger a vida do rei, que estava sendo ameaçada. Ela é composta por diversos corredores formando um labirinto, e é intitulada de....”
Leo não dava muita atenção as explicações da guia. Seus olhos e mãos rápidas captavam tudo o que viam. A arquitetura, que por fora era em formato de triangulo, mas dentro do salão principal tinha o teto abobadado; uma madame e seu Furfrou reclamando do calor; gêmeos e seus Pichus; os desenhos de Pokémon antigos nas paredes, Sol e Lua; um senhor de idade sendo amparado pela filha e por seu Puretty; tudo encantava os olhos como um quadro vivo. Cores, sons, cheiros, compunham a pintura.
O garoto parou por uns instantes diante de um desenho, que indicava o mito do Sol e da Lua e seus seguidores. Conhecia a maioria das lendas: sol e lua, opostos que se atraem e se repelem. Mas o desenho chamou atenção por causa de dois Pokémon quase iguais no alto do painel.
“ O Pokémon Midsunn, Pokémon toque dourado era comumente encontrado nessa região do deserto. Alguns estudos em pinturas e hieróglifos afirma que ele foi por outro Pokémon, o qual não se sabe o nome.” – Ei Smeargle, o que você acha desses Pokémon misterioso? Seria legal encontrar alguma coisa assim. Smeargle? – Leo procurou o amigo, que estava mais adiante na sala agora vazia, junto de outro Pokémon.
- Mas quem é você?Esse caderno é do Smeargle! – o Pokémon, um Sphongys, estava soltando todas as folhas do caderno do Smeargle. Esse, em fúria, se lançou em cima do gato, e ambos começaram a correr. Sphongys a frente, Smeargle o seu encalço, e Leo,no meio da confusão, tentando segui-los por todos os corredores.
Quanto mais corriam, mais fundo entravam na estrutura da pirâmide, passando por portas e locais fechado ao público. Mais fundo, descendo as escadas. Mais escuro, pois aquela área era de acesso proibido. Até que em uma curva, Sphongys desapareceu.
- Caramba Smeargle. Me deixa descansar um pouco – Leo estava ofegante, mas Smeargle continuava ativo e reclamando. Smer, Smer, Smeargle, Smer para todos os lados. – Olha amigo, ele sumiu. Vamos voltar e recolhemos seus desenhos, deixa ele pra lá. O que acha? – Smeargle não gostou muito da ideia, e andou mais um pouco pelo estranho corredor. Mas quando Leo o acompanhou, a estrutura do lugar tremeu, e o chão cedeu.
-Aaaaaaaah meu Arceeeeeus! – Artista e Pokémon escorregaram pelo chão inclinado, caindo vários metros a baixo. O teto cedeu, tampando a passagem por onde haviam caído.
Escuro.
Um som ao longe.
Smeargle tateou ao seu redor, atrás de seu treinador. Agarrou sua perna com força, e ficaram assim por alguns instantes. Coração batendo alto, tão alto que parecia ecoar pela sala.
- Calma Leo, vamos ficar bem. Respira fundo e pensa. Pochoal, venha aqui, acenda um galho para nós. – O brilho da pokebola iluminou vagamente o ambiente, mas logo deu lugar as chamas dos galhos acessos pelo Pochoal. Um brilho dourado rodeou o lugar.
-Caramba! Isso é....é ouro!!
O lugar deveria ser uma sala de tesouros antigamente. Estava repleta das mais diversas peças douradas. Moedas, jarros, joias, até moveis com pedra preciosas estavam depositados no lugar. Os amigos foram andando, com Pochoal iluminando o caminho.
- Deve ter toneladas de ouro aqui! Imagina se isso é descoberto? – Leo desenhava tudo rapidamente. Smeargle tentou carregar alguma coisa, mas a maioria das peças eram muito pesada. A sala era imensa, não conseguiam ver as paredes, nem o teto. Quanto mais andavam, mais tesouros inimagináveis apareciam. Quando, de repente, um rugido.
GRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
Smeargle pulou no colo de seu treinador e Pochoal voltou para a pokebola, derrubando um galho acesso no chão. Pokémon e humano tremiam diante da luz bruxuleante da tocha.
“ Decifra-me ou te devoro, humano”
-Dedevorar?Não peperai... – Smeargle começou a chorar, enquanto uma grande criatura se aproximava. “Você não Pokémon, apenas o humano. Ele é carregador da culpa; ele é o destruidor” Um gigantesco Pokémon sentou a frente dos dois. Era um felino, com grande asas, mas estavam com a maioria das penas arrancadas.
“Decifra-me ou te devoro! Durante milhares de anos os humanos tentaram colocar as mãos no Dourado, para causar o mal, e causar a guerra. Sua raça não tem compaixão, não tem sentimentos, e pensam apenas no poder. Só existe uma forma de sair daqui com vida; decifra-me ou te devoro.
“Dourado?” Pensou Leo. “Ele deve estar falando do ouro!” O pokémon parecia calmo, e fala através de telepatia. Ele devia ter centenas de anos, a julgar pelo tamanho, e pela forma como falava.
- Tudo bem, eu posso tentar. Diga o que quer Pokémon.
“Humano ingênuo. Pois bem, decifra: Qual é o animal que tem quatro patas de manhã, duas ao meio-dia e três à noite?”
- Ah, mas essa é fácil. O ser humano, que engatinha quando bebe, anda em duas pernas quando é adulto e com ajuda de bengala na velhice. – O Pokémon ficou calado. Leo esperou ansioso, mas a reação que ele viu não era o que esperava. O grande Pokémon jogou-se ao chão e começou a chorar!
“Mestres, sou um fracasso. Não consigo proteger o dourado nem de um filhote humano. Arranca-me as asas de uma só vez!” E chorava e chorava. Leo não sabia o que fazer. Smeargle desceu do colo de Leo, e se aproximou do Pokémon.
- Ei fique calmo! Desculpa por ter decifrado, mas você ameaçou me devorar! Não queremos seu tesouro, não precisa se machucar!
“Tu não estais aqui pelo dourado?” Disse entre soluções. “O que fazem aqui então?”
-Estamos perdidos.
“E como sabem minha resposta? Quando larápio que me roubaste contou a vós? Irei atrás dele e vou devora-lo!”
-Larápio, que? Não, esse enigma é antigo, aprendemos na escola. Qualquer um sabe a resposta.
“Antigo?” O pokémon se sentou, agora mais calmo. Parecia refletir. “Não importa, se não quer o dourado, provavelmente tu escravizaste esse Pokémon!”
- Não, olha você entendeu errado. Smeargle é meu amigo.
“Amigo? Mas humanos sempre usaram pokémon como escravos em guerras. Assim como eu”
Leo entendeu então o sentimento do Pokémon. Ele deveria estar ali em baixo, protegendo o tesouro a centenas de anos. Foi abusado por seus donos antigamente, e perdeu a confiança no mundo. Leo explicou – o melhor que pode – que muita coisa mudou no mundo. Humanos e Pokémon vivem em harmonia, como amigos. Trabalham juntos, aprendem juntos, e as vezes batalham juntos. O pokémon ouvia com muita atenção. Leo contou sobre as guerras, e como os seres da superfície resolveram os problemas juntos. Contou sobre os vínculos entre treinador e criatura, que criam uma poderosa evolução. Enquanto ia contando, com sua voz calma e tranquila, percebeu que vários pokémon se juntaram ao redor da tocha. Alguns ele conhecia, outros eram tão antigos quanto a pirâmide. Encontraram ali, sobre a proteção daquele guardião, um lugar seguro.
“ O mundo já não é mas como me lembro. Talvez meu proposito tenha acabado.” Disse com pesar o pokémon.
-Não, seu proposito não acabou. Ele apenas se modificou. Você deu um lar a esses pokémon que não tinham a quem recorrer. Você os protege; e muito mais importante do que proteger o Dourado, você protege vidas.
“Tem razão humano. Irei continuar aqui, como guardião, mas agora de vidas, e não de objetos. Mas serei tolerante, protegerem todos que precisam, sendo eles pokémon ou humanos. Obrigada criança, por me trazer a luz.”
O Pokémon se afastou, junto com todos os que estavam presentes. O pequeno Sphongys, causador da confusão, guiou Leo e Smeargle a salvos para fora da pirâmide. O sol ardeu seus olhos, mas era reconfortante. “Por quanto tempo ele esteve lá embaixo? Por quanto tempo sofreu?” Pensava Leo. Em um gesto de entendimento, Smeargle picotou os desenhos de seu treinador.
- Tem razão Smeragle. O mundo mudou muito, mas o poder sempre influencia a mente das pessoas. Eles merecem a paz pela qual procuram. Esse será um segredo nosso, ok?!
Leo se dirigiu para o sitio arqueológico. Queria agradecer mais uma vez a ajuda do Professor. Em sua memória, a imagem dos pokémon assustados. Em sua bolsa, o único desenho remanescente, o grande pokémon com as asas abertas acolhendo a todos, e uma estranha fruta metálica que Smeargle resolveu esconder.
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